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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Charadriiformes
Subordem: Scolopaci
Família: Scolopacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arenariinae
 Stejneger, 1885
Espécie: C. canutus

Nome Científico

Calidris canutus
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Red Knot


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Maçarico-de-papo-vermelho

O maçarico-de-papo-vermelho é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae.
Também conhecido como seixoeira. Existem 5 subespécies. A que ocorre sazonalmente no Brasil é a rufa. A espécie, principalmente a subespécie rufa, encontra-se em perigo iminente de extinção devido a queda populacional rápida e recente. Na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente, a subespécie rufa já é considerada como criticamente ameaçada de extinção.

Um dos principais fatores para essa queda é a superexploração do caranguejo-ferradura na Baía de Delaware, nos EUA, onde cerca de 80% da população faz uma parada para se alimentar antes de continuar a migração ao Ártico para reprodução. As aves alimentam-se dos ovos desses crustáceos, porém sem conseguirem se alimentar direito muitas não acumulam energia suficiente e morrem pelo caminho. Muitas outras também desaparecem na migração da América do Sul à Baía de Delaware.

Um dos principais pontos de invernada da espécie é na Baía Lomas, no sul da Argentina. Lá são feitas contagens anuais da espécie. Em 1989 havia 53 mil indivíduos, em 2010 contaram-se 16 mil e em 2011 menos de 11 mil.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) kalidris, skalidris = pássaro da orla, cor de cinzas mencionado por Aristóteles; e de canutus = homenagem ao rei Canuto (995-1035) que reinou a Inglaterra, Dinamarca e Noruega no período de (1016-1035). ⇒ Pássaro da orla do Rei Canuto. “Canuti avis “de Ray (1678), e” Tringa cinerea, remigibus secundariis basi albis, rectricibus quatuor mediis immaculatis “de Linnaeus (1746). Este nome, na formação original, Tringa canutus Linnaeus, 1758, é o segundo epônimo na nomenclatura aviária. Alguns autores consideram ser o epíteto onomatopeico, com base no grunhido desta ave (Calidris).

Características

Mede cerca de 24 cm de comprimento. Caracteriza-se pelo bico fino e pelas patas esverdeadas. A plumagem de inverno é essencialmente acinzentada, mas na primavera os adultos adquirem um tom laranja.

Alimentação

Sua dieta varia de acordo com a estação do ano: nos territórios de reprodução no Círculo Polar Ártico a espécie alimenta-se principalmente de insetos adultos e larvas (Diptera, Lepidoptera, Trichoptera, etc). Alimenta-se tanto de dia quanto de noite. Durante as migrações e áreas de invernada alimenta-se principalmente em ambientes costeiros, especialmente baixios de areia/lama e também em praias. Os principais itens consumidos nestes locais são moluscos gastrópodes e bivalves, embora também utilize crustáceos pequenos, anelídeos e insetos. Mais raramente pode comer pequenos peixes e sementes. Na migração ao norte alimenta-se quase que exclusivamente de ovos do caranguejo-ferradura na Baía de Delaware.

Reprodução

Nidifica nas regiões árticas. Monogâmico e solitário. Não é territorial. Pares bem espaçados, normalmente um casal por km2. Faz o ninho no solo de tundra ou pedras, geralmente próximo a uma moita de vegetação. Bota 3 a 4 ovos, com intervalos de 1 ou 2 dias entre cada um. A incubação demora de 21 a 22 dias e é feita por ambos os sexos. As fêmeas deixam o ninho e partem em migração sul imediatamente após os ovos eclodirem. O macho permanece cuidando dos filhotes. Torna-se maduro provavelmente em torno de 2 ou 3 anos.

Hábitos

Ave migratória visitante do hemisfério norte. Migra enormes distâncias entre os hemiférios sul e norte, com pouquíssimas paradas. No Brasil um dos locais mais importantes de parada é a Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. Frequenta sobretudo zonas estuarinas de solo macio, como algumas praias e principalmente baixios de lama/areia. Esta espécie pode formar bandos enormes, de até 10 mil aves.

Predadores

Distribuição Geográfica

As diversas subespécies ocorrem praticamente no mundo todo. A subespécie que ocorre aqui (rufa) migra do Círculo Polar Ártico ao sul do Brasil, Uruguai e da Argentina, sempre em regiões costeiras e nunca dentro do continente.

Referências

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